
Novidade implantada pela Libertaxi facilita o embarque de passageiros e localização do veículo
POVO DO RIO, 21 DE MAIO DE 2008
POVO DO RIO, 21 DE MAIO DE 2008
THAÍS FONSECA
"Diárias nunca mais". A guerra judicial travada entre taxistas e a Prefeitura o Rio, que impõe dificuldades para liberar a autorização dos trabalhadores, parece mesmo não ter fim.
Enquanto "brigam", cooperativas da capital estão cada vez mais organizadas e preocupadas com a qualidade na prestação de serviço ao cliente, e agora fazem uso do que há de mais avançado em tecnologia.
A novidade é o parelho de GPS (sigla em inglês para Global Positioning System, que em língua portuguesa significa Sistema de Posicionamento Global), que permite a localização do veículo via satélite.
O novo sistema, que engloba várias funções, foi implantado ontem pela cooperativa Libertaxi, com sede no Cachambi, Zona Norte do Rio, e que atende a toda capital.
O serviço é pioneiro no Rio e teve como exemplo de sucesso duas cooperativas de táxi de São Paulo. Além de localização do veículo, o sistema permite que a central emita mensagens ao taxista com o pedido de um passageiro.
— Um cliente nos telefona e, em segundos, nós localizamos o táxi mais perto dele, verificamos se está livre ou próximo de completar uma viagem, e enviamos o pedido.
Isso possibilita que em poucos minutos o passageiro receba o táxi na sua porta — explicou o presidente da cooperativa, Carlos Alberto Fernandes, acrescentando que ao todo são 160 cooperados, distribuídos em 33 pontos de norte a sul do Rio.
Um pequeno, mas poderoso aparelho, que mais assemelha a um celular, instalado no painel do veículo é o grande responsável pela revolução.
O visor do "mini computador de bordo" mostra o mapa para achegar até o cliente que solicitou a corrida e ainda traça a rota até o destino do passageiro. Tanto o aparelho quanto a central de atendimento a ele conectada faz também uma estimativa de quanto vai custar a corrida solicitada.
Segurança
Segundo o presidente da Libertaxi, além de rapidez e eficiência no serviço, a segurança é outro quesito garantido pela implantação do sistema de GPS. Com ele, o taxista pode, sem causar alarde, acionar a central em situação de perigo ou seqüestro.
Para o passageiro, a segurança é ter o nome do motorista, a placa do veículo, e a rota registrados na central, garantido que a viagem do cliente não sofrerá desvios ou que a corrida será alongada desnecessariamente.
Outra medida de segurança adotada pela cooperativa é omitir, na mensagem para uma nova corrida, o telefone de contato do solicitante. O valor do novo investimento da cooperativa foi de cerca de R$ 1,5 milhão que deverá ser quitado em um prazo de cinco anos.
A Libertaxi é uma cooperativa que existe há oito anos e todos os cooperados, segundo o presidente, possuem sua própria carta de autonomia. O documento é a licença que permite a legalidade na circulação de taxistas e é concedida somente pela Prefeitura.
Muitas barreiras para ter autonomia
O movimento "Diárias nunca mais" reúne várias cooperativas e conta com o apoio de parlamentares da Assembléia Legislativa do Rio (Alerj) e da Câmara de Vereadores.
Engajado na luta dos taxistas, o vereador licenciado Pedro Porfírio (- PDT) comemorou com os trabalhadores a implantação do novo sistema da Libertaxi, e fez uma visita a sede da cooperativa para ver de perto como funciona o rastreamento.
Na capital carioca a discussão sobre a licença é antiga. Segundo os trabalhadores, a Prefeitura impõe condições e barreiras para a liberação do documento e muitos taxistas não conseguem adquirir a autonomia, o que garantiria aos motoristas trabalhar por conta própria.
Diante da dificuldade, muito trabalhadores acabam cedendo à exploração de donos de frotas de táxi, que detêm vários registros de Autonomia e "alugam" o documento, juntamente com o veículo;
A preços absurdos, obrigando o motorista a trabalhar mais de 14 horas por dia. Aos chamados auxiliares são cobradas taxas diárias e chegam a custar mais de R$ 140,00.
— É uma atividade ilegal porque uma só pessoa tem várias autonomias e também porque alugam o documento.
A nossa briga é para que haja menos rigor e que os motoristas possam ser seus próprios patrões — disse Carlos Alberto Fernandes, garantindo que os cooperados pagam apenas uma taxa de manutenção e que somente aceita o serviço de um auxiliar em casos de doença do dono do táxi.
LEIA COLUNA DO PORFÍRIO NO POVO DO RIO

2 comentários:
Gostaria de saber qual o procedimento para adquirir uma autonomia, pois sou diarista e nao aguento mais pagar diaria, sao mais de 2000,00 reais por mes, fora combustivel e muitas e muitas horas de trabalho. Comecei em julho de 2006, sera que tenho chance de conseguir.
Jose Carlos dos Santos
Cris.aguiar@oi.com.br
Querer inventar a roda é complicado, o mundo é capitalista a muito tempo, e mudar isso por lei não tem como dar certo, tanto que o que vemos hoje, são milahres de "diárias nunca mais" ALUGANDO ou VENDENDO suas "conquistas".
Quero uma lei que acabe com os patrões que pagam salário mínimo, já que isso também é exploração!
Parabéns por criar a lei que vai acabar com o taxi do rio de janeiro, cada dia temos mais carros na rua, daqui a pouco não haverá mais lucros do táxi, e sim favores de transporte.
Lei absurda e sem estudos essa.
Querer fazer caridade sem ter uma base é complicado.
O diarista de hoje, será o dono de autonimia falido amanhã.
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